Quem somos

Para suprir a carência de políticas públicas voltadas para a defesa das diferenças e para a inclusão social, a mobilização de pessoas em prol de um lema coletivo se torna uma das ferramentas mais fortes na luta pela garantia dos direitos humanos e pela criação de uma sociedade mais justa e ética.

Por crer na força desses movimentos sociais organizados que lutam por práticas inclusivas é que incentivamos a mobilização em movimentos pacíficos e ordenados, com a Passeata SuperAção – realizada inicialmente em São Paulo e, recentemente, estendida também para o Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Natal no Brasil e para Santa Fé, Rosário e San Justo na Argentina.

Acreditamos que a união de diferentes pessoas, que doam muitas vezes seu tempo e talento para um bem-comum, aliada a uma forma de manifestação coerente e que desperte a atenção de autoridades e, por que não da própria sociedade, que muitas vezes fecha seus olhos para os problemas que são “do outro”, é o que pode transformar realidades exclusivas e conscientizar pessoas, derrubando as barreiras do desconhecimento, do preconceito e da falta de igualdade de direitos.


Passeata SP – 2008

 

Mudar o mundo pode ser um objetivo utópico e abstrato, de difícil alcance. Mas sabemos que se fizermos diferença para uma única pessoa ou grupo, por menor que seja, nossa contribuição será dada para que, num futuro, vivamos em um lugar melhor. É importante ser o ponto inicial de uma longa corrente, que atingirá proporções que não podemos imaginar. E uma passeata por uma causa como esta é uma excelente maneira de despertar isso.

Não podemos nos contentar com a situação atual de desigualdade e exclusão. Ao sairmos às ruas pedindo por igualdade de oportunidades e respeito às diferenças, estamos engendrando o gene que irá formar mentes conscientizadas; estamos renovando idéias antigas e disseminando, ainda que pareça um processo lento e duradouro, o sentimento de mudança e transformação social que irá livrar as pessoas de um mundo egoísta e limitador, que não concede as mesmas oportunidades a todos.

Historicamente, o evento surgiu com a proposta de reivindicar a pauta das pessoas com deficiência e de seus direitos. Entretanto o intuito maior é alertar a todos sobre a importância do reconhecimento e da inclusão desta população de pessoas com deficiência, respeitando e construindo uma cultura de respeito às diferenças. Esse movimento representa mais de 14,5% dos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000, IBGE), que por não terem as mesmas condições das pessoas sem deficiência, como poder sair às ruas e circular com liberdade e autonomia para todo e qualquer lugar, são muitas vezes uma “população invisível”, marginalizada pela falta de acessibilidade. Desejamos conscientizar e sensibilizar a população acerca da necessidade da participação de todos no processo de inclusão, da promoção de acessibilidade e da garantia dos direitos das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, ou seja, efetivamente incluir as diferenças em defesa dos direitos humanos.

Por fim, esperamos fomentar a participação das pessoas com deficiência como protagonistas dessa necessária revolução.